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CAMPEONATO CARIOCA 2008


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Cuca não vê grande vantagem física do Botafogo na decisão

Enquanto o Flamengo viajou para jogar no México na última quarta-feira, o Botafogo passou toda a semana apenas realizando treinamentos, com folga na última segunda-feira. Mas a possível vantagem física do time alvinegro foi deixada de lado pelo técnico Cuca antes da final do Campeonato Carioca, no próximo domingo.

- Para nós, isso é indiferente. Estou preocupado apenas com o meu time - diz Cuca, que após o treino desta sexta, no Engenhão, mostrou muita cautela com as palavras.

O treinador lembra que na vitória por 4 a 2 sobre o América-MEX, pela Taça Libertadores, o Flamengo não utilizou sua força máxima durante os 90 minutos, o que deixaria, para ele, o confronto em condição de igualdade.

Cuca também evitou comparar a semana com a que antecedeu à semifinal da Taça Rio. Na ocasião, o Flamengo foi a Cusco, no Peru, e, na volta, perdeu por 3 a 0 para o Botafogo.

- Cada jogo é uma história diferente. O Flamengo preservou alguns jogadores na última partida. Então, está equilibrado. Não vejo grande vantagem - comenta o técnico.

Cuca revive sensações de uma final

Em 1987, Cuca ajudou o Grêmio a conquistar o Campeonato Gaúcho, o seu primeiro como profissional. Ele terá no próximo domingo mais uma oportunidade de ser campeão pela primeira vez, mas como treinador. Apesar de terem se passado 21 anos, o comandante do Botafogo vive sensações parecidas com aquelas sentidas há tanto tempo. Por isso, o comandante alvinegro experimenta uma grande expectativa antes da final do Campeonato Carioca, contra o Flamengo.

Como jogador, Cuca conquistou cinco Campeonatos Gaúchos (1987 a 1990, pelo Grêmio, e 1991, pelo Internacional), além da Copa do Brasil de 1989, pelo Grêmio. Mas diante da possibilidade de levantar a primeira taça como treinador, ele relembra os sentimentos que viveu às vésperas de sua primeira decisão dentro de campo.

- Agora, meus sentimentos são os mesmos do que antes da minha primeira final como jogador: ansiedade, apreensão, confiança, fé... Tudo isso faz parte quando se trata de uma final - diz.

Outro sentimento é o do bom-humor, ao comentar se, nas duas ocasiões, perde o sono antes de uma final:

- Naquela época eu dormi, porque corria muito nos treinos e ficava cansado. Agora também durmo, pois estou tranqüilo - explica.

Mas nem tudo é igual. Para Cuca, quando se fala em responsabilidade, há uma grande diferença do sentimento antes de uma decisão como jogador e treinador.

- Como treinador, minha responsabilidade é maior, e o peso será muito grande no caso de uma derrota - diz Cuca, que comanda o Botafogo pela segunda vez numa final. Em 2007, o Alvinegro perdeu para o Flamengo na decisão do Campeonato Carioca.

Em 1989, Cuca foi decisivo ao marcar o gol que deu ao Grêmio o título da Copa do Brasil na final contra o Sport. Por já ter sentido muitas vezes o gosto de uma conquista, o técnico sabe que, depois de muitas chances na trave, o sonhado título com o Botafogo vai acontecer.

- Esse título seria a recompensa de tudo o que fizemos até agora, ainda mais para nós, que estamos com a corda no pescoço há algum tempo. Um dia a sorte vai virar para o nosso lado, mas não podemos ficar muito preocupados. Quando se trabalha, a conquista acontece.


Fonte: UOL Esporte



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