Cuca
não vê grande vantagem física do Botafogo
na decisão
Enquanto
o Flamengo viajou para jogar no México na última
quarta-feira, o Botafogo passou toda a semana apenas realizando
treinamentos, com folga na última segunda-feira. Mas a
possível vantagem física do time alvinegro foi deixada
de lado pelo técnico Cuca antes da final do Campeonato
Carioca, no próximo domingo.
-
Para nós, isso é indiferente. Estou preocupado apenas
com o meu time - diz Cuca, que após o treino desta sexta,
no Engenhão, mostrou muita cautela com as palavras.
O
treinador lembra que na vitória por 4 a 2 sobre o América-MEX,
pela Taça Libertadores, o Flamengo não utilizou
sua força máxima durante os 90 minutos, o que deixaria,
para ele, o confronto em condição de igualdade.
Cuca
também evitou comparar a semana com a que antecedeu à
semifinal da Taça Rio. Na ocasião, o Flamengo foi
a Cusco, no Peru, e, na volta, perdeu por 3 a 0 para o Botafogo.
-
Cada jogo é uma história diferente. O Flamengo preservou
alguns jogadores na última partida. Então, está
equilibrado. Não vejo grande vantagem - comenta o técnico.
Cuca
revive sensações de uma final
Em
1987, Cuca ajudou o Grêmio a conquistar o Campeonato Gaúcho,
o seu primeiro como profissional. Ele terá no próximo
domingo mais uma oportunidade de ser campeão pela primeira
vez, mas como treinador. Apesar de terem se passado 21 anos, o
comandante do Botafogo vive sensações parecidas
com aquelas sentidas há tanto tempo. Por isso, o comandante
alvinegro experimenta uma grande expectativa antes da final do
Campeonato Carioca, contra o Flamengo.
Como
jogador, Cuca conquistou cinco Campeonatos Gaúchos (1987
a 1990, pelo Grêmio, e 1991, pelo Internacional), além
da Copa do Brasil de 1989, pelo Grêmio. Mas diante da possibilidade
de levantar a primeira taça como treinador, ele relembra
os sentimentos que viveu às vésperas de sua primeira
decisão dentro de campo.
-
Agora, meus sentimentos são os mesmos do que antes da minha
primeira final como jogador: ansiedade, apreensão, confiança,
fé... Tudo isso faz parte quando se trata de uma final
- diz.
Outro
sentimento é o do bom-humor, ao comentar se, nas duas ocasiões,
perde o sono antes de uma final:
-
Naquela época eu dormi, porque corria muito nos treinos
e ficava cansado. Agora também durmo, pois estou tranqüilo
- explica.
Mas
nem tudo é igual. Para Cuca, quando se fala em responsabilidade,
há uma grande diferença do sentimento antes de uma
decisão como jogador e treinador.
-
Como treinador, minha responsabilidade é maior, e o peso
será muito grande no caso de uma derrota - diz Cuca, que
comanda o Botafogo pela segunda vez numa final. Em 2007, o Alvinegro
perdeu para o Flamengo na decisão do Campeonato Carioca.
Em
1989, Cuca foi decisivo ao marcar o gol que deu ao Grêmio
o título da Copa do Brasil na final contra o Sport. Por
já ter sentido muitas vezes o gosto de uma conquista, o
técnico sabe que, depois de muitas chances na trave, o
sonhado título com o Botafogo vai acontecer.
-
Esse título seria a recompensa de tudo o que fizemos até
agora, ainda mais para nós, que estamos com a corda no
pescoço há algum tempo. Um dia a sorte vai virar
para o nosso lado, mas não podemos ficar muito preocupados.
Quando se trabalha, a conquista acontece.
Fonte: UOL
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