A
decisão do Campeonato Estadual entre dois times que se
conhecem muito bem requer estratégias. Para Cuca, é
como um jogo de xadrez, onde o rei é a peça mais
importante, mas é a que menos se mexe e é protegida
por todos as outras, como ocorre com a zaga rubro-negra, que
não sofre gols há três jogos. O treinador
sabe que é preciso buscar opções para dar
o xeque-mate na hora certa, pois agora serão duas partidas,
com uma visão diferente da final da Taça Rio.
“É
um jogo de xadrez, cada técnico terá suas variantes.
A peça mais importante é o rei, mas é a
que menos se mexe e é protegida por todas, peão,
torre, cavalo, bispo. O rei, em geral, é a parte defensiva.
Flamengo e Botafogo são muito conhecidos, temos que pensar
em algo diferente. Não diria uma surpresa, uma novidade,
mas sim opções que ajudem o time no jogo”,
afirmou Cuca.
No
tabuleiro do treinador, a ideia inicial é repetir o time
que venceu o Botafogo no domingo. A zaga mereceu elogios de
Cuca. “Temos levado poucos gols e sustos”, atestou.
Ontem,
o técnico teve uma conversa com os jogadores no vestiário,
analisando os pontos positivos e negativos da vitória
sobre o Botafogo. Cuca quer melhorar alguns fundamentos da equipe
da Gávea. “O técnico não muda o time
com palavras, nem é possível alterar a característica
de um jogador. Precisamos é ter mais contra-ataque, valorizar
a posse de bola, ter uma finalização melhor, aproveitar
a bola parada. Temos muita coisa a evoluir. Mas isso só
acontece com o tempo”, ressaltou Cuca.
O
tempo é curto para grandes mudanças para domingo.
A principal alteração será na forma como
a final em dois jogos será encarada. “É
diferente da Taça Rio. Penso jogo a jogo, é preciso
ter inteligência. A primeira partida pode não definir
nem a favor nem contra. Em 92, o Flamengo decidiu no primeiro
jogo; em 2007 e 2008, foi no segundo. Vamos ver qual será
a história de domingo”, afirmou o treinador.
Ao
comentar que o favoritismo de um time é definido pela
imprensa, o técnico usou frase do supervisor Isaías
Tinoco. “Ele disse para não acreditarmos que o
time é o melhor de todos porque jogou uma grande partida,
nem é o pior por ter feito um jogo ruim. Somos de médio
para bom”, destacou.
Cuca
comentou sobre a possibilidade de ser novamente julgado pelo
TJD por declarações sobre o presidente do TJD-RJ,
Antônio Vanderler de Lima. “Estamos num País
democrático. Se tudo o que falar for parar no tribunal,
vou ter que ficar calado”, afirmou o treinador, que disse,
no sábado, que Vanderler mentiu para ele, por ter lhe
prometido o efeito suspensivo após a sua condenação
a 30 dias de ‘gancho’.
Ontem,
a maioria dos titulares fez trabalho de musculação.
Apenas Juan e Ronaldo Angelim trabalharam com bola. No início
da semana de preparação, Cuca fez projeção
sobre a primeira partida da decisão: “Será
um jogo mais aberto do que o último”. O rei estará
protegido. Resta a Cuca saber a estratégia para movimentar
suas peças e dar o xeque-mate.
Fonte: Ataque
- O Dia