Em
1997 e 1998, Léo Moura e Reinaldo duelaram pelos campos
esburacados do Campeonato Estadual de Juniores do Rio de Janeiro.
Vestiam camisas trocadas. O lateral-direito jogava no meio-campo
do Botafogo, enquanto o atacante era uma das principais promessas
do Flamengo ao lado do goleiro Julio César.
Os
confrontos viraram meras estatísticas das categorias
de base. Não criaram lembranças e muito menos
rivalidade entre os personagens.
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Não me recordo de ter enfrentado o Reinaldo em jogos
dos juniores – admitiu Léo Moura.
Nos
profissionais, o único jogo registrado com os dois vestindo
as camisas contrárias aconteceu no dia 10 de outubro
de 2001, pelo Campeonato Brasileiro. Flamengo e Botafogo empataram
por 2 a 2. Léo foi expulso e o atacante passou em branco.
(assista ao vídeo ao lado com os melhores momentos da
partida). Naquele mesmo Brasileirão, Léo Moura
fez um único gol pelo Botafogo na vitória por
3 a 1 sobre o Palmeiras.
As
carreiras seguiram caminhos diferentes e chegaram a um ponto
de interseção em 2003, quando os dois fluminenses
atuaram juntos no São Paulo. A amizade surgiu e a intimidade
permitiu que o centroavante botafoguense colocasse um apelido
no companheiro: Harry, participante do Big Brother Brasil 3.
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Mas isso foi antes de eu cortar o cabelo no estilo moicano –
avisou o lateral-direito.
Neste
domingo, os dois começam a decidir o Campeonato Carioca
e desafiam o currículo vitorioso. Reinaldo participou
três vezes do Estadual e tem 100% de aproveitamento. Todas
pelo Flamengo (1999, 2000 e 2001). Por sua vez, Léo Moura
também busca o tricampeonato que o amigo conseguiu. Para
tal, conta com o bom retrospecto contra o clube que o formou:
foram apenas duas derrotas em 16 jogos.
Se
na Gávea o lateral-direito ostenta o status de titular
incontestável desde que chegou ao clube, em junho de
2005, no clube alvinegro a situação era diferente.
Segundo Sebastião Leônidas, funcionário
do Bota e zagueiro na década de 60, Léo era reserva
de um xará.
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O Léo, que hoje está no Resende, era o dono da
posição porque era considerado o melhor jogador
das divisões de base do Rio. Desde que chegou aqui, o
Léo Moura sempre foi muito magrinho e habilidoso e respeitava
o fato de ser reserva. Só quando voltou ao clube, em
2001, já profissional, ele passou a jogar na lateral
– revelou.
Fonte: Globo
Esporte