Mais de 83 mil torcedores presenciaram
mais uma incontestável vitória do Flamengo em
um jogo decisivo da Taça Rio. Por 1 a 0, o time de Cuca
mostrou que podia crescer nas finais, superou o Botafogo e levou
a Taça Rio para a Gávea, neste domingo, no Maracanã.
Agora, resta aguardar para ver quem levará o Estadual
nos dois próximos domingos.
O gol foi marcado por Emerson,
só que o do Alvinegro, que, de modo muito infeliz, marcou
contra. Com o resultado, o time de Cuca manteve a hegemonia
sobre o adversário em decisões consecutivas: Taça
Guanabara de 2008, Taça Rio deste ano e os dois últimos
Estaduais.
Sob muita tensão, a final
do turno teve início no Maracanã, com passes errados
aos montes e muita briga pela bola. A postura dos times, porém,
logo pareceu definida. Mais incisivo, o Flamengo jogava com
seis, sete jogadores no campo de ataque, contando até
com os volantes para chegar com força.
O Botafogo, por sua vez, apostou
nos contra-ataques, mas sofria com o enorme abismo entre os
componentes de seu sistema ofensivo, além da falta de
compactação entre os setores. Só que, para
que a equipe dirigida por Cuca chegasse com perigo ao gol de
Renan, era preciso usar as pontas com frequência, algo
esquecido por vezes.
E embora o domínio do Rubro-Negro
fosse maior, quem teve as melhores oportunidades foi mesmo o
campeão da Taça Guanabara, através de Victor
Simões e, principalmente, de Maicosuel, cujo chute acertou
a trave. Muito das falhas da saída de bola do Botafogo,
no entanto, eram culpa de Fahel, péssimo em campo.
Do intervalo, o jogo voltou aberto,
com o Flamengo seguindo como o seu dono. Aos poucos, porém,
a final se tornou muito aberta, com ambos os times contra-atacando
a cada vez que roubavam a bola. De tanto insistir, surgiu a
recompensa dos comandados de Cuca. Em escanteio, ao invés
de afastar, Emerson chutou contra e abriu o marcador.
A vantagem inflamou a torcida rubro-negra,
que empurrou o time a buscar o segundo gol. Como única
alternativa, o Botafogo finalmente decidiu sair, mas a capacidade
de errar passes e lançamentos era absurda. Ney Franco,
impassivo até então, mexeu: entraram Gabriel e
Renato, para a entrada de Léo Silva e Fahel. Thiaguinho,
com isso, foi deslocado para o meio-de-campo.
As mudanças até surtiram
efeito, pois o Alvinegro acuou o rival. Com mais garra, apesar
da desorganização, se aproximou de Bruno como
nunca. Então, o momento das substituições
de Cuca começou, atrasando o jogo. Josiel e Erick Flores
entraram, e o Flamengo voltou a melhorar.
Em jogada isolada, aos 41, Thiaguinho
fez falta grosseira em Juan e foi expulso, apunhalando a ofensividade
de seu time. Aberta, a retaguarda alvinegra dava espaços
e se defendia como podia.
Entregue em campo, o Botafogo,
que em 90 minutos não conseguiu resolver seus erros táticos,
só esperava o fim da decisão e imaginava como
derrotar um renascido Rubro-Negro nas duas próximas semanas.
Por muito pouco, ainda, o segundo
não saiu, no finzinho. Mesmo assim, muita festa, portanto,
do Flamengo, que levou mais um turno nos últimos anos
e reacendeu de vez o campeonato.